Cirurgia das amígdalas e/ou adenóide

No passado, a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide era bastante comum para doenças envolvendo as amígdalas e adenóide. Atualmente, a frequência dessas cirurgias tem diminuído devido à compreensão do papel dessas estruturas, tanto na imunidade local, como na imunidade sistêmica e pelo reconhecimento da etiologia bacteriana envolvida e a utilização de terapêutica medicamentosa adequada. Apesar disso, a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide continuam sendo os procedimentos cirúrgicos mais frequentemente realizados em crianças.

 

As indicações mais amplamente aceitas para a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide são:

 

  • Infecção de repetição, quando consideramos uma frequência de seis ou mais episódios em um ano com presença de dor, febre e secreção. A indicação cirúrgica pode ser mais flexível quando o número de infecções é menor que o sugerido, mas estas infecções levam a hospitalização ou a formação de abscessos periamigdalianos;

 

  • O aumento das amígdalas e da adenóide, quando são responsáveis por uma respiração bucal, malformação crânio-facial, anormalidades da deglutição, roncos noturnos e distúrbios do sono, incluindo Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono;

 

  • Sinusite recorrente/crônica, com benefícios a se considerar se o paciente apresenta obstrução nasal moderada ou severa devido a aumento da adenóide, para melhorar o fluxo nasal e a drenagem de secreções;

 

A anestesia é sempre a anestesia geral.

 

Como cuidado após a cirurgia, iniciamos com uma dieta líquida e fria por dois dias e devem ser evitados alimentos que possam causar lesão aos tecidos, como torrada, pipoca, … por um período de 7 a 10 dias, quando a cicatrização se completará.

 

Os adultos devem ser proibidos de fumar no pós-operatório, uma vez que pode ocorrer inflamação secundária que prolongue o período de cicatrização.

 

Os analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos podem ser usados como terapia adjuvante e dependerá da rotina de seu médico, assim como das condições do paciente.

 

Recomenda-se ainda, aguardar em média um período de 7 a 14 dias após a cirurgia para iniciar atividade física.

 

Tornou-se uma prática bastante comum os pacientes receberem alta no mesmo dia da cirurgia, mas sempre após um período mínimo de 6 horas de hospitalização.

 

A dor de garganta, dor de ouvido “reflexa” e a febre são as queixas mais frequentes nos primeiros dias após a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide.

 

A ocorrência de vômito, desidratação ou sangramento, embora pouco frequente após a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide, deve ser imediatamente comunicada ao médico assistente, que tomará as medidas necessárias para reestabelecer a normalidade.

 

Em resumo, podemos afirmar que a cirurgia das amígdalas e/ou adenóide é um procedimento simples e seguro, quando realizado nas condições acima, com resultado imediato na melhora da qualidade de vida do paciente.

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