Cirurgia do Ronco e da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS)

A SAOS é uma doença muito prevalente, caracterizada por episódios repetitivos de colapso das vias aéreas superiores, completo ou parcial. O ronco pode ser um dos sintomas da SAOS ou do Ronco Primário sem associação com a SAOS, caracterizando-se neste caso como um problema social para o parceiro que dorme como o roncador.

 

O repetido colapso das vias aéreas superiores durante o sono produz queda da oxigenação do sangue (hipoxemia), aumento dos níveis de monóxido de carbono (hipercapnia) e despertares frequentes, para o reestabelecimento da patência das vias aéreas. As consequências destes fenômenos são a sonolência excessiva diurna (SED), a diminuição das funções cognitivas, a diminuição da memória, a queda na qualidade de vida e as cefaléias diurnas, com aumento do risco de acidentes automobilísticos ao dormir ao volante, assim como acidentes de trabalho. Além disso, a SAOS está associada ao aumento dos riscos para eventos cardiovasculares e cerebrovasculares como INFARTOS, AVC’S (DERRAMES), como também há maior risco para desenvolvimento de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Arritmias Cardíacas, Diabetes Mellitus tipo II.

 

Por todos estes fatores, um eficiente e rápido diagnóstico, associado ao tratamento precoce da SAOS, previnem suas consequências e sequelas, além de diminuir os riscos de morte.

 

O tratamento clínico do ronco e da SAOS se baseia na perda de peso (10% do peso), não ingerir bebidas alcoólicas à noite, evitar refeições copiosas (pesadas) no jantar ou próximas do horário de dormir e terapia posicional,  procurando dormir em posições que não desencadeiem ronco, principalmente evitando dormir “de barriga para cima”.

 

O tratamento cirúrgico do ronco e da SAOS tem como objetivo aumentar o espaço nas vias aéreas superiores, incluindo cirurgias nasais e cirurgias faríngeas. As cirurgias nasais incluem a septoplastia, a turbinectomia e/ou turbinoplastia. São cirurgias secundárias que visam tratar o ronco primário e facilitar a adesão aos ventiladores de pressão positiva ou CPAP, dispositivo importante no tratamento da SAOS. As cirurgias faríngeas constituem na anteriorização do palato mole, o alargamento da parede lateral da faringe (faringoplastias laterais), além das cirurgias de base de língua. Nas crianças, as cirurgias das adenóides e das amígdalas são as mais indicadas. As técnicas mais modernas utilizam cirurgia robótica para locais de difícil acesso na base da língua, além de radiofrequência (COBLATION).

 

O tempo de internação para as cirurgias de ronco e apneia do sono é de um dia.

 

O pós-operatório destas cirurgias cursam com dor de garganta, disfagia (dificuldade em deglutir), febre baixa, perda de peso, que são tratados com analgésicos (medicamentos para a dor) e anti-inflamatórios por 7 a 10 dias.

 

A dieta no pós-operatório se baseia em alimentos líquidos e frios nos primeiros dias, além de repouso para evitar sangramentos.

 

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