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Presbiacusia: Compreendendo a Perda Auditiva Relacionada à Idade

A perda auditiva é uma realidade que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Entre as diversas formas dessa condição, a presbiacusia é uma das mais comuns, especialmente entre pessoas acima dos 60 anos.

Para entender melhor o que é a presbiacusia e como ela se diferencia de outras formas de perda auditiva, conversamos com o Dr. Paulo Bedê Miranda, otorrinolaringologista do INOF e INOF JK . Vamos explorar esse tópico em profundidade.

O que é Presbiacusia?

A presbiacusia, também conhecida como perda auditiva relacionada à idade, é uma condição auditiva que ocorre naturalmente à medida que as pessoas envelhecem. É caracterizada principalmente pela diminuição da capacidade de ouvir sons agudos e de alta frequência. Esse tipo de perda auditiva é gradual e geralmente afeta ambos os ouvidos de forma simétrica.

Segundo o Dr. Paulo Bedê, a presbiacusia é uma consequência natural do envelhecimento do sistema auditivo. “À medida que envelhecemos, as células sensoriais do ouvido interno começam a se deteriorar, resultando em uma diminuição da capacidade de ouvir sons de alta frequência”, explica o especialista.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que 5% da população brasileira é composta de pessoas que apresentam alguma deficiência auditiva. Essa porcentagem significa que mais de 10 milhões de cidadãos apresentam a deficiência e 2,7 milhões têm surdez profunda, ou seja, escutam quase nada. Essa lesão pode ser bem significativa na idade adulta, principalmente entre os idosos, uma vez que pode levar à demência se não detectada.

Os fatores de risco associados são idade, gênero masculino, diabetes mellitus e história familiar de presbiacusia.  

Como a Presbiacusia se difere de outras formas de perda auditiva?

Embora a presbiacusia seja uma forma comum de perda auditiva, ela difere de outras condições auditivas em vários aspectos:

Progressão gradual: a presbiacusia tende a se desenvolver gradualmente ao longo do tempo, em contraste com outras formas de perda auditiva que podem ocorrer de forma mais rápida ou em estágios distintos da vida.

Frequências afetadas: a presbiacusia afeta principalmente a capacidade de ouvir sons agudos e de alta frequência, enquanto outras formas de perda auditiva podem afetar diferentes faixas de frequência, dependendo da causa subjacente.

Causas: a presbiacusia é causada principalmente pelo envelhecimento natural do sistema auditivo, enquanto outras formas de perda auditiva podem ter causas variadas, como exposição prolongada a ruídos altos, lesões tumorais, infecções ou condições genéticas.

Tratamentos: embora não haja cura definitiva para a presbiacusia, existem opções de tratamento que podem ajudar a melhorar a audição, como aparelhos auditivos. Em contraste, outras formas de perda auditiva podem exigir abordagens de tratamento diferentes, como cirurgia ou terapia medicamentosa, dependendo da causa subjacente.

Diagnóstico e tratamento da Presbiacusia

O diagnóstico precoce da presbiacusia é fundamental para gerenciar eficazmente a condição e melhorar a qualidade de vida do paciente. O Dr. Paulo Bedê destaca a importância de realizar exames auditivos regulares, especialmente para quem tem história familiar de perda de audição precoce e adultos mais velhos.

“Um exame auditivo abrangente, incluindo testes de audição, é essencial para diagnosticar e monitorar a presbiacusia”, afirma o Dr. Paulo Bedê. “Com base nos resultados dos testes, podemos recomendar opções de tratamento adequadas, como aparelhos auditivos, que podem ajudar a compensar a perda auditiva e melhorar a capacidade de comunicação do paciente.”

Além dos aparelhos auditivos, outras estratégias de adaptação e modificação do ambiente, como usar legendas em programas de TV ou evitar ambientes barulhentos, podem ser úteis para pessoas com presbiacusia.

A presbiacusia é uma condição auditiva comum entre os idosos, resultante do envelhecimento natural do sistema auditivo. Embora seja uma forma específica de perda auditiva, ela difere de outras condições auditivas em termos de progressão, frequências afetadas, causas e opções de tratamento.

É fundamental que as pessoas estejam cientes dos sinais de presbiacusia e procurem avaliação auditiva regularmente, especialmente à medida que envelhecem. Com diagnóstico precoce e intervenção adequada, é possível gerenciar eficazmente a presbiacusia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por essa condição tão prevalente.

Fonte: Dr. Paulo Bedê Miranda | CRM 53616 | RQE 57859 – Otorrinolaringologista


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